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Consórcio imobiliário ganha força em meio a juros altos e permite uso do FGTS
Redação - Foto: Divulgação Os consórcios ganharam força entre os brasileiros que desejam conquistar a casa própria. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o volume de créditos comercializados atingiu R$ 500,27 bilhões em 2025, alta de 32,1% em relação ao ano anterior. Desse total, mais da metade veio do segmento imobiliário, R$ 283,53 bilhões. Isso significa que, a cada R$ 2 contratados em consórcios, cerca de R$ 1,13 foi destinado a imóveis. O avanço também se refletiu no maior uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento de saldo, com crescimento de aproximadamente 28,7%.
Com juros mais altos no financiamento, o consórcio passa a ser visto como uma alternativa mais previsível e acessível, especialmente para quem pode planejar a aquisição no médio e longo prazo.
Modalidade oferece vantagens que o consumidor ainda desconhece
A possibilidade de utilizar o FGTS para abatimento ou quitação do saldo devedor também pode ter contribuído para tornar a modalidade mais atrativa, mas que o potencial de uso poderia ser maior. Muitos não sabem que é possível usar o FGTS durante o processo, seja para ofertar lances, reduzir parcelas ou amortizar o saldo devedor.
Com essa opção de recurso para dar lances, há um aumento significativo das chances de contemplação, tanto para abater as parcelas restantes do consórcio quanto para complementar o valor da carta de crédito. No entanto, a utilização exige o cumprimento de critérios definidos pelas regras do fundo, e também é necessário comprovar pelo menos três anos de vínculo ao FGTS, contínuos ou não, e atender a exigências documentais e operacionais para liberação do recurso.
Além do uso do FGTS, o consórcio ainda é subaproveitado como ferramenta de planejamento financeiro. A modalidade permite ao consumidor organizar a aquisição de um bem sem a pressão dos juros e com maior previsibilidade de custos. Quando bem estruturado, o consórcio deixa de ser apenas uma alternativa de compra e passa a ser uma estratégia de construção de patrimônio, trazendo mais previsibilidade, autonomia financeira e segurança para a realização de objetivos de longo prazo.
